ARETHA FRANKLIN – Música negra, branca e cinza

Algumas pessoas podem ser definidas por apenas uma palavra. Para Aretha Franklin esta palavra é “rainha”. Nossa existência é efêmera, temporária, mediocre perante a vida. Por isso é muito importante conseguir deixar uma marca positiva dentro dela. Usar aquele talento que nos pertence e fazer alguma coisa boa com ele.

Aretha Franklin usou a sua voz e cantou como uma rainha. E com seu canto, encantou a todos… Numa época de segregação racial intensa ela conseguiu ser unanimidade e tornou-se a voz de uma rebelião que marcou um dos momentos mais importantes da historia humana.

Os movimentos pelos direitos civis dos negros americanos nos anos 60 tiveram vários hinos. Em meio a mortes e barbáries, personalidades poderosas impunham sua música a favor dos direitos da população negra. Todas tiveram enorme importância como Nina Simone, Stevie Wonder, Marvin Gaye, James Brown… mas nenhuma delas teve impacto tão direto como a música “Respect” que Aretha Franklin entoou com a sua voz poderosa e determinante.

A música soa como um “grito” definitivo de liberdade que intimida e desperta a necessidade de autocrítica para aqueles que precisam refletir sobre as suas ações com o próximo… Com o negro mais próximo.

É a música panfleto que será sempre o hino daquele movimento e foi entoada magistralmente por aquela que chamamos de rainha do soul, do R&B, do rock and roll… de todos os ritmos.

Aretha Franklin consegue criar a interseção definitiva e necessária entre a música negra e a música branca (…se é que podemos classificar a música desta forma).

Aqui na Lapaloop a música é cinza, pois o que nos  interessa é o resultado desta mistura pois acreditamos que ela ensina, soma, e nos faz entender que é preciso haver respeito. Acima de tudo.

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